sábado, abril 28, 2018

Vitória * O Sonhador

Título: Vitória * O Sonhador (Viktória / Svaermere) tradução do norueguês
Autor: Knut Hamsun
Editora: Boa Leitura Editora S.A.
Páginas: 256

Tradução: Constantino Paleólogo (Vitória)
Maria Delling (O Sonhador)

Knut Hamsun, cujo nome real era Knut Pedersen, nasceu na Noruega e viveu entre 1859 e 1952. Ele é autor dessas duas histórias colocados em um único livro. A primeira, "Vitória" conta a vida de Johannes, filho de um moleiro (que administra um moinho) e é apaixonado por Vitória, de um classe social superior a sua. Aparentemente Vitória também gosta dele, mas por convenções sociais eles não podem ficar juntos. Johannes sofre muito com isso, e a história é sobre o amor irrealizado dos dois. Já "O Sonhador", conta a história do telegrafista Ove Rolandsen, que é noivo de Marie van Loos, governanta da Casa paroquial. Rolandsen gosta de Olga que deve se casar com Frederik Mack, filho de um comerciante local muito poderoso e rico mas que ajuda muito a comunidade. Mack é roubado e fica extremamente preocupado com o que aconteceu com sua comunidade, já que ele a ajudava tanto. Mack oferece uma quantia grande em dinheiro para quem solucionar o caso, inclusive para o ladrão, se ele se apresentar.
São história interessantes, mas penso que ligadas ao país e a época em que foram escritas. Achei a primeira história, inicialmente, um livro para adolescentes, mas depois ficou um pouco mais séria. A segunda história é focada em Rolandsen, que, embora noivo de Marie van Loos, está querendo desmanchar o namoro. Não são ruins de ler, mas também não empolgam. O mais interessante é ver as diferenças e semelhanças entre a cultura do país e do tempo em relação a nossa realidade. Nada anormal, mas é um pouco diferente. Nota 5.0

sábado, abril 14, 2018

Os Funerais de Mamãe Grande

Título: Os Funerais de Mamãe Grande (Los Funerales de la Mamá Grande)
Autor: Gabriel Garcia Márquez
Editora: Sabiá
Páginas: 171

Tradução: Édson Braga

Segundo a "orelha" do livro, esse é o único livro de contos de Gabriel Garcia Marquez. Os contos são: "A Sesta da Terça-Feira", "Um Dia Desses", "Nesta Terra Não Há Ladrões", "A Prodigiosa Tarde de Baltazar", "A Viúva Montiel", "Um Dia Depois do Sábado", "As Rosas Artificiais" e "Os Funerais da Mamãe Grande", que dá nome ao livro. São contos, que embora sejam independentes, há personagens e lugares que se repetem, como os famosos Buendia e Macondo que se não me engano era a cidade ambientada em "Cem Anos de Solidão", a obra do autor mais famosa.
O livro não é grande, assim como a maioria desses contos. Não achei nenhum que merecesse destaque, e em alguns casos foram até maçantes, mas dá para se distrair um pouco. Há algo de fantasioso nos textos, mas sem exageros. Não é nenhuma obra prima, entretanto pode ser um bom ponto de partida para quem deseja conhecer a literatura do famoso autor. Nota 4,5

quarta-feira, abril 11, 2018

Loucos pela Tempestade

Título: Loucos pela Tempestade (Crazy for the storm)
Autor: Norman Ollestad
Editora: Record
Páginas: 303
ISBN: 9788501087720

Tradução: Dinah Azevedo

No dia 19 de fevereiro de 1979, Norma Ollestad estava em um pequeno avião com seu pai, a namorada dele, Sandra, e o piloto, quando o avião colidiu com uma montanha na Califórnia. Ele estava com 11 anos e sobreviveu. Sandra, também, mas não por muito tempo. Ele teve que descer do local do acidente sozinho para procurar ajuda. O livro conta essa história, alternando capítulos com a história da vida de Norman. O pai sempre aventureiro, o obrigava a surfar e a esquiar, mesmo em condições adversas. Ele não gostava muito disso, mas depois da morte do pai ele passou a gostar muito de surf. Norman teve uma infância conturbada com a mãe e Nick o namorado alcóolatra dela. É interessante ler sobre o relacionamento entre Nick e Norman, que era, diria, instável, mas não totalmente ruim.
O livro é interessante de ler, e a Pacific Coast Highway 1, na California é citada em muitas passagens. Ressalto isso porque já dirigi por lá e acho o lugar maravilhoso. Mas voltando ao livro, é autobiográfico, e fácil de ler, com capítulos curtos e uma fluência tranquila. Norman Ollestad é uma pessoa comum, como a maioria de nós, que teve um pai aventureiro e um padrasto, digamos assim, irregular. É mais um daqueles livros que considero um passatempo, embora seja um pouco mais profundo do que isso. No epílogo ele, já bem mais velho e com um filho nascido, volta ao local do acidente e tem contato com as pessoas que o ajudaram naquele dia fatídico. Achei essa parte bem interessante. Por outro lado, achei muito mal escolhido o título, não tem nada a ver com o livro. Nota 6,5

terça-feira, março 27, 2018

O Melhor do Conto Brasileiro 1

Título: O Melhor do Conto Brasileiro 1
Autor: Aníbal Machado, Josué Montello, Lygia Fagundes Telles e Orígenes Lessa
Editora: José Olympio
Páginas: 92

Como dá para inferir pelo título, esse é um livro de contos, com dois de cada autor. São eles: de Aníbal Machado, "Tati, a Garota" e "A Morte da Porta-Estandarte"; de Josué Montello, "Vidas Apagadas" e "Numa Véspera de Natal"; de Lygia Fagundes Telles, "As Formigas" e "A Mão no Ombro"; de Orígenes Lessa, "12 Viúvas, Enfermos e Encarcerados" e "O Esperança Futebol Clube".
São contos curtos e simples, na maioria gostosos de ler, mas sem muita profundidade. Lí esse livro, principalmente pelo "A Morte da Porta-Estandarte", que inclusive foi tema da escola de samba Imperatriz Leopoldinense em 1975 e que trata do assunto de ciúme. Um outro conto que destaco foi "Numa Véspera de Natal", que fala sobre o reencontro de uma mulher com seu ex-marido depois de muitos anos.
O conto "O Esperança Futebol Clube" é bom também, mas é mais um conto sobre futebol de várzea, que aparece com frequência nas coletâneas nacionais desse tipo de literatura.
É mais um livro passatempo. Excelente para se ler em uma fila de banco ou durante uma viagem. Nota 5.0

terça-feira, março 20, 2018

Rádio Cidade Perdida

Título: Rádio Cidade Perdida (Lost City Radio)
Autor: Daniel Alrcón
Editora: Rocco
Páginas 289
ISBN: 9788532522597

Tradução: Léa Viveiros de Castro

A história se passa em um país ao qual o autor não deu nome, mas levando-se em conta que ele é peruano, embora more na Califórnia, acho que a descrição do lugares devem lembrar o Peru. Norma é uma locutora de rádio que tem um programa chamado "Rádio Cidade Perdida", apreciado em todo o país, onde ela lê lista de nomes de pessoas desaparecidas, ou desencontradas. O país viveu uma guerra civil por muito tempo entre o governo e uma entidade chamada LI. Um garoto do interior que teve a mãe morta por afogamento é levado até a rádio com uma lista de nomes da 1797, como era designada a sua aldeia. Norma também sofre o desaparecimento de seu marido, Rey, uma espécie de botânico, que ia muito a selva fazer pesquisas, perto da 1797, onde ele conhecia algumas pessoas. Ele tem alguma ligação com a LI, embora bem distante. A história é sobre esses personagens e outros como Adela, mãe de Victor, Manau, professor e amante de Adela, e Zahir, um velho que morava na 1797.
É uma narrativa um pouco triste, por se ver um povo oprimido pelo estado e pelos revolucionários da LI. A pobreza dos camponeses desse país, a angústia de Norma para encontrar o marido, e o medo sempre presente em países com ditadura, são os principais ingredientes dessa narrativa.
É bom de ler, mas não diria que é ótimo. Algumas coisas que pareciam não encaixar vão ganhando sentido ao longo do texto, coisa que bons autores sabe fazer muito bem. É um livro sobre os problemas que passam países da América Latina, muitas vezes na mão de ditadores e revolucionários. Quem gosta dessas histórias vai gostar do livro. Nota 6.0

quinta-feira, março 01, 2018

Duelo

Título: Duelo (The Duel)
Autor: Tariq Ali
Editora: Record
Páginas: 347 (tem um índice no final)
ISBN: 978850188550

Tradução: Rodrigo Peixoto

O livro que tem como subtítulo (O Paquistão na rota de voo do poder americano) conta na verdade a história, sobretudo política do Paquistão. Tariq Ali  é uma pessoa importante do país, embora more em Londres, viaja muito para lá. Ele se envolveu com alguns políticos citados no relato dessa história, e tem obviamente posições políticas, mas parece ser bem coerente. É um livro que mostra que o Paquistão é muito mais do que o que nós ocidentais de um país distante e do terceiro mundo imagina, mas apesar da distância, não só geográfica como cultural, é inacreditável como os problemas de corrupção e descaso com a sociedade lá são parecidos com os problemas que temos aqui. Tanto no Paquistão como no Brasil, a impressão é que os políticos pensam muito em enriquecer, e muito pouco no povo. O subtítulo sobre a rota do poder americano tem a ver com a forma como os Estados Unidos intervêm, ou para ser mais coloquial, se metem no Paquistão. Obviamente há acertos e erros nisso, mas o Osama Bin Laden foi capturado lá e se não fosse uma "intervenção" não anunciada isso nunca aconteceria. É preciso criticar, mas também aceitar os erros.
É um livro bom para quem quer entender os problemas do sul da Ásia subdesenvolvida. O Paquistão poderia ser melhor do que é, mas está sob comando de pessoas venais e corruptas (assim como o Brasil), mas a leitura é boa, embora eu tenha levado quase que exatamente o mês inteiro de fevereiro lendo o livro de 347 páginas. Acho o livro muito recomendável para quem se interesse pelo assunto, ou mesmo queira conhecer mais do Paquistão e dos problemas daquela região. Nota 7.0

sexta-feira, fevereiro 02, 2018

O Barão

Título: O Barão
Autor: Branquinho da Fonseca
Editora: Publicações Europa-América
Páginas: 144

O Barão é um livro de contos do escritor português, Branquinho da Fonseca. Nele há três contos: "O Barão", que dá nome ao livro; "As Mãos Frias" e "O Involuntário". O Barão, que ocupa quase a metade do livro conta a história de um inspector de escolas primárias que em uma viagem fica na casa do Barão, e eles passam a noite a beber e conversar. O Barão não era muito de comer, então seu convidado janta antes dele. O Barão fala muito e vai, ao longo da noite se embebedando. Na verdade os dois ficam bêbados. Eles passeiam pelo jardim e têm surtos de pessoas que beberam demais. A segunda história é de um velório onde uma moça acaba tocando na mão do morto, que está fria, como deveria ser, e aquele toque a impressiona por um tempo. O terceiro conto fala de Filipe, um homem que vivia viajando e acaba chegando a um lugar onde conhece Pessanha, um antigo amigo de seu pai. Pessanha o convida para sua casa e Filipe aceita. Lá, Filipe, que era sonâmbulo, acorda a noite e dá um susto em todos. Susto esse que tem consequência.
O livro é caracterizado pelo tipo de falar de Portugal, com algumas palavras usadas mais lá do que no Brasil. Além de um modo diferente de escrever alguns vocábulos. Embora seja curto não o li tão rapidamente assim. Não que seja chato, mas também não é muito bom. Pode ser um passatempo interessante, mas seus contos são taciturnos e sem grande originalidade. Nota 4.0

sábado, janeiro 27, 2018

Cinco Casos

Título: Cinco Casos (Five Patients)
Autor: Michael Crichton
Editora: Rocco
Páginas: 183 (185-187-Glossário 188-191-Bibliografia)
ISBN: 8532511503

Tradução: Roberto Grey

Michael Crichton, formado em medicina pela Universidade de Harvard, autor de vários livros, estudou no Massachusetts General Hospital e escreveu esse livro em 1969.  Nele o autor conta, obviamente, cinco casos. O primeiro, de Ralph Orlando, o paciente teve uma parada cardíaca; o segundo, John O´Connor teve uma vaga dor abdominal; o terceiro, Peter Luchesi teve o braço quase amputado devido a um acidente de trabalho; o quarto, Sylvia Thompson sentiu dores no peito em um vôo de Los Angeles para Boston; o quinto, Edith Murphy notou uma inchação em suas pernas e tornozelo. Michael aproveita para, além de contar o desdobramento de cada caso, abordar um aspecto do Hospital. No primeiro ele discute a abordagem psicológica ao paciente. No segundo caso a discussão é sobre os gastos hospitalares. No terceiro ele aborda aspectos de uma cirurgia. No quarto o assunto é a tecnologia e o telediagnóstico, e finalmente, no quinto, fala sobre o conceito de hospital.
É um livro interessante, embora tenha muitos termos técnicos, inclusive o autor colocou um glossário no final. Entretanto esses termos pouco atrapalham a leitura. A intenção era mostrar, de certa forma, o funcionamento de um hospital, mas no "comentário do autor" de 1994, ele resolveu não revisar o texto para "deixá-lo como um retrato de como se praticava a medicina no fim dos anos sessenta, e como eram encaradas na época, as questões relativas à saúde".
É quase um livro histórico, mas acredito que as pessoas que gostem de medicina gostarão muito mais desse livro do que eu, que não sou um entusiasta do assunto. Apesar disso não é um livro voltado para profissionais, e sim para o público em geral. Nota 5.0

segunda-feira, janeiro 22, 2018

Yakuza Moon: Memórias da filha de um gângster

Título: Yakuza Moon: Memórias da filha de um gângster (Yakuza Moon: Memoirs of a gangster´s daughter)
Autor: Shoko Tendo
Editora: Escala
Páginas: 245
ISBN: 9788538900931


Tradução: Daniela P.B Dias

Esse é mais um livro que comprei na feirinha de Presidente Prudente. Shoko Tendo conta nesse livro a história de sua vida. Ela foi filha de um chefão da Yakuza, uma espécie de Máfia do Japão. Nascida em 1968, teve uma infância normal, mas quando chegou na adolescência ela começou a "aprontar". Fugia de casa a noite com a irmã Maki e se transformou em uma yanki, ou seja, uma adolescente rebelde. Ele teve muitos casos com homens que a maltratavam, inclusive fisicamente. O pai dela adoece, e acaba abandonando a Yakuza, e a família passa por muitas dificuldades. A irmã acaba se casando com um cara que parecia muito legal no início, mas era viciado em jogo e eles contraem muitas dívidas. A vida de Shoko também não é fácil, mas no final ela acaba dando a volta por cima. Não que a vida fique maravilhosa, mas pelo menos não tem mais os sofrimentos que os casos que ela teve proporcionou. Como é um livro que conta uma vida real, e a personagem não morreu, a história não tem fim. Ou melhor tem continuação que ainda está por vir.
É um livro muito interessante, e embora ela diga no prefácil dessa edição que lhe "falta desenvoltura com a palavra escrita", eu gostei muito da forma como ela o escreveu. O leitor aprende um pouco da cultura japonesa, e de como é a vida de uma filha de um gângster. Embora essa seja a tônica do título, ela narra muito pouco da vida do pai. É mais a história dela mesmo. Vale muito a pena ler. Nota 8.0

terça-feira, janeiro 16, 2018

Guia Bibliográfico da Nova Direita

Título: Guia Bibliográfico da Nova Direita - 39 livros para compreender o fenômeno brasileiro.
Autor: Lucas Berlanza
Editora: Resistência Cultural
Páginas: 241 (243-252 Apêndice, 253-255 Bibliografia)
ISBN: 9788566418149

Lucas Berlanza, frequentador da Escola de Samba União da Ilha do Governador, lugar onde tive o prazer de conhece-lo, escreveu esse livro após ler, como diz o título, 39 livros de autores diversos. Com pensamento liberal, ele ordena as resenhas nas seguintes seções: I- Origem e fundamento das Ideias; II-Como entender o Brasil; III-Grandes ícones da política internacional; IV-Um olhar sobre adversários e inimigos; V-Grandes temas e controvérsias; VI-Um olhar sobre os dias atuais, além da Conclusão.
São 39 livros comentados enfatizando o ponto de vista do autor, sempre com explicações convincentes de o porque aquilo está certo ou errado.
O livro, muito bem embasado, muitas vezes utiliza palavras difíceis, pelo menos para mim. Como exemplos: "anomia", "opúsculo", "falanstérios" entre outras, mas ao contrário do que possa parecer, a leitura é boa e fácil. Particularmente me senti um pouco perdido no início do livro, pois Lucas cita autores e outros personagens da história que me eram desconhecidos, mas a medida que chegamos aos dias atuais,  a leitura fica mais interessante. Diga-se de passagem, a cronologia é sempre bem vinda e Lucas a utilizou muito bem. É claro que fica fácil gostar de um livro que afina com as suas ideias, que é o caso em relação a mim, mas acho indispensável que todos leiam para entender finalmente, e realmente, o que é direita (e esquerda) na política nacional e mundial.
Nota: Não darei nota porque conheço o autor. Ele, como pessoa, merece 10.

domingo, janeiro 07, 2018

Caiu do Céu

Título: Caiu do Céu (millions)
Autor: Frank Cottrell Boyce
Editora: Nova Fronteira
Páginas: 254
ISBN: 8520917038

Tradução: Marcelo Mendes

Damian, um menino em idade escolar, que vive na Inglaterra é obcecado por santos. Ele se muda com o pai e o irmão Anthony após a morte da mãe para uma nova casa. Como muitas crianças ele tem, às vezes, necessidade de ficar sozinho, pensando na vida e nos santos e anjos. Uma das vezes que ele está em um local feito de caixas de papelão que ele chama de eremitério, um trem que está passando próximo deixa cair um saco. Quando ele vai verificar o que é, descobre que são milhares de Libras. Na verdade 229.370 Libras. Só que, na história, a Inglaterra vai trocar a Libra pelo Euro, e o dinheiro deixará de valer em poucos dias. Então ele decide que precisa gastar tudo em pouco tempo. Acontece que Damian só quer ser bom e ir para o céu, e não pensa em bens materiais. O irmão dele, embora concorde com Damian, tem outros pensamentos. Eles gastam muito dinheiro na escola, e em doações, quando possível. O problema é que são crianças e tem pensamentos infantis. Dorothy, uma mulher que angaria fundos para causas "nobres" visita a escola deles, e Damian faz uma grande doação anônima, mas claro, chama atenção e ele confessa que foi ele. A história vai por esse caminho com os muitos problemas que o dinheiro acaba acarretando.
É mais um livro contado na primeira pessoa por um personagem infantil. É interessante de ler, mas às vezes os pensamentos de Damian chegam a irritar. A história de ser excelente em tudo, de querer ir para o céu, é um pouco exagerada, embora perfeitamente plausível para uma criança. Em alguns momentos ele conversa com santos verdadeiros. O livro é bom, e dá para ler rápido. É uma história curiosa com santos e uma pitada de suspense. Nota 6.0

Nota: Acredito que o tradutor seja gaúcho, pois em alguns trecho ele chama o dinheiro de "pila", coisa típica do sul.

domingo, dezembro 31, 2017

>>> Melhor livro de 2017

O título vai para:

"O Céu nos Pertence" de Brendan I. Koener

O melhor livro de 2017, dos que eu li, foi, na minha opinião, claro, "O Céu nos Pertence", o primeiro livro que li no ano. Mas talvez minha opinião tenha a ver com o fato de eu gostar muito de aviação, inclusive, também gostei muito do "Erros de Pilotagem 5", livro que ganhei em uma "Show" de aviação no aeroporto do Galeão. Outros livros muito bons foram "Carga Perigosa", "Sexo na Casa Branca", "Código Explosivo" e o surpreendente "Onda", que me levou a comprar o "Mavericks A onda sinistra". Já "O Mundo Explicado por T.S. Spivet" e "Um Oceano em Iowa", dois livros visto do ponto de vista de crianças foram os mais originais, sei lá, diferentes. Vale a pena ler.

Argentina: Território e Globalização

Título: Argentina: Território e Globalização
Autor: María Laura Silveira
Editora: Brasiliense
Páginas: 87 + Indicações para leitura, lista de mapas e sobre a autora
ISBN: 8511000658

O livro é como se fosse uma tese universitária onde a autora descreve com palavras típicas desse tipo de texto e uma enxurrada de dados, fatos sobre a Argentina. Na verdade é um pouco mais do que isso. Conta muito da história do país, e como a Argentina chegou ao patamar que se encontra hoje, ou melhor, na época em que ela concluiu o livro, que teve a sua primeira edição em 2003.
Não é um livro indicado a quem goste de literatura do ponto de vista da arte, e sim para quem queira conhecer um pouco mais da história e geografia da Argentina. Esse tipo de literatura costuma ser enfadonha de ler, mas levando-se em conta esse ponto de vista, é até surpreendentemente melhor. Há mapas e indicações para leitura. O sumário, no início do livro conta com cinco capítulos e alguns subcapítulos. Autora se licenciou em geografia pela Universidad Nacional de Comahue, da cidade de Neuquén na Argentina, logo, ela conhece bem esse maravilhoso país. Nota 5.0

sexta-feira, dezembro 29, 2017

Um Oceano em Iowa

Título: Um Oceano em Iowa (An Ocean in Iowa)
Autor: Peter Hedges
Editora: Record
Páginas: 252
ISBN: 8501056111

Tradução: Beatriz Horta

O livro, comprado em uma feira de livros em Presidente Prudente, SP, por R$ 10,00, conta a história dos sete anos de Scotty Ocean, morador de Iowa. A família dele é constituída pelo pai, um juiz, a mãe, Joan Ocean e as irmãs Claire e Maggie, poucos anos mais velhas que ele. No início do livro há o aniversário de sete anos de Scotty. A história segue contando coisas como que ele vai a escola todos os dia, tem uma professora, a sra Boyden, dedicada a turma que promove atividades culturais. Ele tem alguns amigos, uma admiradora e a turma das séries superiores que não são tão amigáveis assim. Sua mãe é pintora e alcoólatra. Em algum momento do livro ela simplesmente vai embora abandonando o marido e os filhos.
O juiz faz tudo para manter a vida o mais normal possível. Ele é um bom pai.
Scotty fica vidrado na mãe de um colega de escola que recém mudou para a vizinhança. Certamente por não ter mais a sua própria mãe por perto. Ele não quer fazer oito anos. Perto do fim do livro, o pai constrói uma piscina que pretendia pronta para o quatro de julho, mas só fica pronta para o dia doze, o aniversário do temido oito anos de Scotty.
O livro conta com um índice de oito capítulos e é relativamente bom de ler. Embora seja uma história de um garoto com sete anos de idade, e seus colegas e irmãs de idade parecida, não é um livro infanto-juvenil. É mais para adulto mesmo, e acho que o autor soube descrever bem os sentimentos de uma criança com a idade dele. O título não tem nada a ver com o mar, e sim com o sobrenome do personagem. É bom, mas não é maravilhoso. Nota 6.0

quinta-feira, dezembro 21, 2017

Atlânticos & Pacíficos

Título: Atlânticos & Pacíficos
Autor: Daniel Chutorianscy
Editora: Garamond
Páginas: 102
ISBN:857617795

Esse é um livro que se diz de contos, mas não são bem contos que ele conta. Na verdade são textos aleatórios. O sumário conta com "Desprefácil", "Como se dias mágicos houvesse", "Verbo de contacto", "Desaceitando conformações rancorosas", "Nada enigmáticos sorriso", "Estrado na subida", "Trinca de palhaços", "Triparediano ou quadriparediano", "Lunetas e versões", "A idéia mais arrogante", "Nascem nas gretinhas", "Fruto vermelho e adocicado", "Vindas de sei lá onde", "Talismáquinas ou maquismã", "Filhos desses rumorosos tempos".
São textos onde o autor "brinca" por assim dizer, com as palavras, mas não achei leitura agradável. Alguns desses contos são sem "pé nem cabeça", uma leitura um tanto quanto maluca. Certamente é esse o estilo que o autor desejou obter, e conseguiu. Pode ser que agrade a alguns, mas não a mim. Aliás, o título do livro não tem nada a ver com o conteúdo.  Nota 4.0

sexta-feira, dezembro 15, 2017

Imagem Dupla

Título: Imagem Dupla (Double Image)
Autor: David Morrell
Editora: Rocco
Páginas: 434
ISBN: 8532515398

Tradução: Alberto Lopes

Esse livro foi um "brinde" do Projeto Mais Leitura ds Imprensa Oficial do RJ para quem compra 10 livros e tem o cartãozinho deles. Eu tenho. A escolha é meio aleatória em meio a somente alguns livros.
A história inicia na Bósnia onde o fotógrafo profissional Mitch Coltrane está tirando secretamente fotos de um grupo que estava tentando apagar provas de um genocídio. Ele é descoberto e consegue fugir, mas quase morre. Mitch volta para Los Angeles, onde mora, e passa a ser perseguido por Dragan Ilkovic, o criminoso responsável pelo genocídio.
Paralelamente a isso Coltrane vai a uma exposição de Randolph Packard, um fotógrafo famoso de quem Mitch admirava muito, e lá se conhecem e Packard acaba convidando Mitch a fazerem um projeto juntos. Entretanto Packard falece e Mitch continua o projeto sozinho. Isso o leva a comprar uma casa que foi de Packard, onde encontra fotos de uma bela garota. Ele pesquisa junto a um investigador particular e descobre que se trata de uma antiga atriz chamada Rebecca Chance. Packard também deixou uma propriedade no México para uma garota chamada Natasha Adler. Mitch vai atrás dela e fica espantado ao ver a imensa semelhança entra Tash (Natasha) e Rebecca. O livro, cheio de "viradas" leva a um fim "cinematográfico".
O texto é muito gostoso de ler. Prende o leitor o tempo todo. Composto de 12 capítulos e um epílogo. Cada capítulo tem alguns subcapítulos, quase todos curtos, o que facilita os intervalos de leitura. A história mistura mistério, suspense, romance, crimes e todos os ingredientes de um bom filme. O estilo lembra Dan Brown e Christopher Reich ("Farsa" e "A Vingança"). Nota 8.0